Jaine Pereira                                

 

        Sou estudante do 7º Período do curso de Pedagogia, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Decidi fazer essa graduação, pois me apaixonei pela educação. Desde criança gostava de ajudar meus colegas com dificuldade de aprendizagem. Uma das minhas brincadeiras de infância era brincar de escolhinha e ser a professora. Mas pela desvalorização dessa categoria, quando comecei a trabalhar, fui seguindo outras áreas, trabalhei na área administrativa e até me formei em técnico de edificações. Porém no terceiro ano do Ensino Médio, quando me escrevi para prestar uma graduação optei por pedagogia. Não foi uma escolha fácil, mas graças a Deus, posso agradecê-Lo todos os dias por ter feito a escolha certa. Como dito, eu não pensava nessa carreira, mas no ano de 2010, minhas vivências me fizeram tomar tal decisão. Participava de um grupo de Jovens que me ensinou vê o mundo de outra forma. Coincidentemente ou por providência, nesse ano tive que fazer um trabalho de conclusão de curso e o tema do meu grupo foi "Punir ou Educar", no qual tínhamos que falar sobre a maioridade penal e ainda, eu havia lido o livro "Capitães de Areia" de Jorge Amado, por causa do vestibular. Digamos que por causa desses fatores que eu comecei a pensar sobre a educação. Mas ainda, não pensava em ser professora. Porém quando assistir o filme "Escritores da Liberdade", sobre a direção de Richard LaGravenese, não me restaram dúvidas do que eu queria para a minha vida, ou seja, queria fazer diferença na vidas das pessoas e mostrar para aquelas que já estão desperançosas, que sempre há esperança.

       Sou católica e participo de várias atividades na Quase Paróquia Nossa Senhora Desatadora dos Nós - Americana/SP. Entre as atividades que desenvolvo, o que mais gosta de fazer é louvar a Deus por meio da dança e estar com os jovens. Durante cinco anos participei do Ministério de Dança Movidos Pelo Amor, que era um grupo formados por jovens que tinha por objetivo evangelizar através da dança, mas que atualmente não se reúnem mais.

       Atualmente, trabalho na Diretoria de Ensino de Americana, no qual tenho a função de instruir e orientar os estagiários do Ensino Médio do Programa Acessa Escola, detectar e comunicar problemas de natureza tecnológica, entre outras funções que visam o melhor desenvolvimento da proposta do programa. Anteriormente, trabalhei na Prefeitura Municipal de Santa Bárbara do Oeste, no qual em parceria com a Fundação Romi pude desenvolver atividades educacionais com crianças de 4 e 5 anos no projeto Cedin. O CEDIN é Centro de Vivências do Desenvolvimento Infantil, da Fundação Romi, Santa Bárbara D’ Oeste (SP), onde teve a oportunidade de trabalhar com uma concepção de educação que seguia o modelo a Escola da Ponte em Portugal. Nessa metodologia as atividades não são desenvolvidas em sala de aula, mas em rodas, sendo que os alunos da Educação Infantil, Pré I e II ficavam na mesma roda, trocando conhecimentos e aprendendo juntos. O material didático utilizado era construído com a equipe de educadores e estagiários. A autonomia das crianças era o foto e isso podia ser percebido em diversas atividades. Ao educador, ficava a responsabilidade de educar, problematizar, orientar, auxiliar, ensinar, com o objetivo de construir um aluno autônomo, proativo e possuidor de um olhar de quem deseja saber e conhecer saber mais. Ainda durante a graduação, fiz estágio na Prefeitura Municipal de Americana, tanto no Ensino Infantil (creche), como em Ensino Fundamental I, no qual, desenvolvida atividades educativas principalmente com crianças com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação; auxiliando o professor da classe.

             

        Uns dos estágios que realizei, me instigou a fazer meu Trabalho de Conclusão de Curso sobre Educação Especial, pois tinha várias dúvidas em relação à Inclusão de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação em classes comuns. As situações do dia-a-dia faziam com que eu questionasse sobre os objetivos da inclusão. As situações que presenciava me motivaram saber mais sobre esse assunto, para que assim, eu pudesse ajudar mais esses alunos. 

        Durante a vida acadêmica realizei vários trabalhos. Dentre eles destaco:

  • Disciplina: Aquisição da linguagem oral e escrita, sobre orientação da Profa Dra. Heloisa Helena O. de Azevedo: O trabalho foi realizado por um grupo de 5 pessoas (Aline Lemes, Giego Gallet, Érica Pavan, Jaine Pereira e Jonas Fernandes). Tivemos como base Fontana e Cruz (1997) para analisar a produção da escrita de crianças entre 3 e 6 anos. Sendo que essa coleta de dados de se deu por duas formas, a primeira está relacionada à construção da escrita pela criança, com os fundamentos teóricos de Piaget e Emília Ferrero, e a segunda forma de coleta foi segundo a elaboração do simbolismo na escrita, com os fundamentos teóricos de Vygotsky e Luria (FONTANA; CRUZ, 1997). Destaco esse trabalho, pois ele me marcou, posto que foi interessante vê como as crianças levantam hipóteses sobre a elaboração da escrita. E ainda, a importância do papel do educador, pois compreendemos que os métodos utilizados pela escola influência no modo que a criança irá conceber escrita.
  • Disciplina: Educação, Arte e Movimento. Sobre orientação da Profa Fernanda Taxa, tivemos que elaborar um portfólio. Sendo assim, com base na música Aquarela (Toquinho) fiz alguns desenhos, utilizando algumas técnicas que aprendi durante a disciplina. Destaco esse trabalho, pois nunca gostei de Artes, por não me considerar boa desenhista e assim, sempre desenhava uma casinha, um sol e uma árvore. Porém, depois dessa disciplina, tive um novo olhar sobre o ensino de artes e foi nessa perspectiva que eu elaborei meu portfólio "A arte na educação infantil: um novo olhar".
  • Disciplina: Matemática A, disciplina ministrada pela Profa. Dra. Maria Auxiliadora B. A. Megid (Dora). Minha paixão durante a educação básica foi a matemática, sempre gostei da área de exatas, pretendia até mesmo fazer Engenharia Civil, cheguei a me formar em Técnico de Edificações, mas depois percebi, que não era essa profissão que eu queria para minha vida. Como dizia, a matemática era minha paixão, mas principalmente quando cursei o ensino fundamental II e o ensino médio, ela parecia não fazer mais sentido. Acredito que como a maioria das pessoas, comecei questionar meus professores sobre isso. No entanto, na graduação pude voltar gostar de matemática, vê sentido nela. A forma que minha professora ensinava, fazia-nos perceber a matemática como parte de nossa vida. Dando suporte assim, para quando eu estiver atuando como professora, fazer com que meus alunos também vejam sentido na matemática e possam associá-la com a vida. Pude realizar várias atividades, dentre elas destaco o recurso didático "Relógio Maluco", elaborado por mim e pelo Diego Gallet. Esse trabalho foi pensado, partindo do pressuposto que no ensino fundamental o brincar não é muito valorizado, mas com esse trabalho tentamos mostrar que é possível usar o jogo com um recurso didático, e que pode proporcionar que a criança aprenda brincando.

        Em relação às TICs, durante o ano de 2007 e 2008 fiz um curso básico de informática, no qual aprendi sobre: Windows, Word, Internet, Excel, Digitação, Power Point e Access. Foi isso que me deu grande suporte para aprender usar o computador e suas ferramentas no desenvolvimento de trabalhos educativos e profissionais. Durante a graduação, desenvolvi vários trabalhos, mais nenhum relacionados ao uso das TICs, mas com a Disciplina Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação, sobre orientação da Profa Dra Geisa do Socorro Cavalcanti Vaz Mesdes, pude perceber a tecnologia como uma grande ferramenta do professor durante o desenvolvimento de suas aulas. Foi nesse sentido, que eu e meu grupo elaboramos o projeto "Água fonte de Vida" e esse site, tentando expor o que aprendemos durante a disciplina. Abaixo, anexo os trabalhos desenvolvidos ao longo dessa disciplina.

  

Contato: jainedossantos@bol.com.br