Breve memorial
Tudo começou quando iniciei meus estudos na 1ª série do Ensino Fundamental, na escola municipal da cidadezinha de Rifaina, interior do estado de São Paulo. Estava muito ansioso por esse momento e minha mãe não queria que eu fizesse a etapa do Pré-escolar. Portanto, no ano d
e 1993 conheci um lugar que até parecia ser mágico. Um lugar onde se aprendia muitas coisas; onde se fazia amizades; onde criávamos laços; onde aprendíamos a ter respeito pela pátria; enfim, onde vivíamos as mais belas e diferentes experiências que o lar não podia nos proporcionar. Esse lugar se chama ESCOLA.
Quando conheci minha professora, senti que foi amor à primeira vista. Esse amor era um misto de admiração, de respeito, de carinho que me fazia olhar para ela com atenção e fazer todas as tarefas que ela pedisse. Mais que aprender a ler e a escrever, aprendi que o carinho é uma ótima didática. Minha segunda professora também foi bastante marcante e querida. Ela me deu aula na 2ª, 3ª e 4ª séries. Apesar de ser bem rígida, mas ao mesmo tempo muito atenciosa, ela soube nos ensinar muitas coisas que não estão em nenhum livro didático. Coisas que se guardam para serem usadas ao longo da aventura da vida, quando se faz necessário. Ela sabia ensinar de modo que cativava a todos. Eu nutria grande admiração por ela, pois nos incentivava a fazer aquilo que gostávamos, a ser o que éramos, a ser criativos e a viver nossa individualidade.
Fui crescendo e entre as minhas brincadeiras de infância, estava também a de ser professor: reunia todos os meus brinquedos (até carrinhos!) e dava aulas para eles. O tempo foi passando e outra vontade foi nascendo dentro de mim: a de ser padre. Entrei para o seminário no ano de 2003 e nesse período também tive professores marcantes: tive uma professora de história fantástica que me fazia olhar para ela e pensar: “quero ser assim, apaixonado pela minha profissão assim como ela é apaixonada por ser professora de história!” A paixão faz toda diferença, ainda mais nas profissões nas quais temos que lidar com as pessoas.
O tempo passou e o destino não quis que eu seguisse o caminho do sacerdócio. Na época que eu saí do seminário, estava cursando Filosofia, na PUC-Campinas, já fazia dois anos e me via em um entrave: gostava de Filosofia mas nem tanto, e não queria dar aula para o Ensino Médio. Foi aí que pensei em transferir de curso para Pedagogia. Apesar de ter tido algumas disciplinas na Filosofia ligadas à docência, não tinha certeza se estava fazendo a escolha certa.

Quando eu comecei o curso, vi que me interessavam bastante as disciplinas de Psicologia, História, Filosofia e Sociologia da Educação. Conhecer todas aquelas teorias me motivaram a continuar e a querer ver como elas aconteciam na prática. Já no terceiro período, tive a oportunidade de realizar essa experiência e assim, me apaixonei pelo curso e pelo campo de trabalho que é a Educação.
A partir do 5º período da faculdade, as disciplinas do curso de Pedagogia se direcionaram para os anos iniciais do Ensino Fundamental. No estágio da disciplina de Didática do Ensino Fundamental A pude ter uma experiência que me marcou muito e que inclusive me ajudou a escolher o tema da minha pesquisa para o Trabalho de Conclusão de Curso. Eu o realizei em uma escola particular na qual trabalhava, o Colégio de Aplicação Pio XII, com uma turma de 1º ano.
Com base nas disciplinas de Didática do Ensino Fundamental A e Ciências Naturais A, planejei minha atuação docente tendo como tema “A água” e desenvolvi com a turma atividades por meio da técnica da experimentação. Ao longo dessas atividades, percebi o interesse que elas despertavam nas crianças e que tais práticas poderiam contribuir e muito para o aprendizado e para a formulação de conceitos científicos pelas crianças. A partir dessa experiência docente, fiquei curioso em saber quais são as contribuições que essa técnica de ensino pode trazer para as crianças que estão nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Assim sendo, no penúltimo ano da faculdade de Pedagogia, desenvolvi o projeto de pesquisa em torno de tal questionamento, afim de verificar tais contribuições e enriquecer meu conhecimento sobre esse tema o qual me interesso tanto. Em torno desse tema, estou desenvolvendo o meu Trabalho de Conclusão de Curso.
Atualmente, trabalho como Agente de Educação Infantil em um Centro Municipal de Educação Infantil da cidade de Campinas-SP, com crianças de 1 ano e meio a 3 anos e meio de idade.
Algumas produções acadêmicas
Livro infantil: “A lagoa dos sapinhos coloridos"

Este livro foi feito para a disciplina de Educação, Espaço e Forma, do 4º período do curso, disciplina ministrada pela professora Dora Megid.
Ele foi elaborado por um grupo de quatro pessoas e foi feito de modo totalmente manual (escrita, desenhos e capa). Quando começamos a pensar no livro (que foi a parte mais difícil), dois integrantes do grupo escreveram uma história, mas preferimos fazer o livro a partir da história que o eu escrevi: “A lagoa dos sapinhos coloridos”. Essa história foi escolhida pela linguagem simples, mas a nosso ver, cativante e propícia para a idade etária que estávamos pensando em trabalhar.
Depois que a história estava pronta, queríamos fazer um modelo de livro que no seu final todos os sapinhos ficassem juntos. Descartamos a ideia de fazer um livro em formato tradicional, pois era muito convencional e, por ser um livro infantil, queríamos que ele chamasse a atenção já pelo formato. No fim, pensamos na forma octogonal, fazendo a capa do livro na forma de uma Vitória Régia, que teria tudo a ver com a nossa história, por essa planta ser um elemento encontrado na lagoa, e até mesmo ela estar dentro da história. A maior dificuldade foi esse início: após isso foi só desenhar, escrever e colorir. Resolvemos pintar de lápis de cor, pois achamos que ficaria mais bonito e artesanal. Ao longo da produção, fomos tendo ideias para incrementar a aparência do desenho com outros materiais.
O que se buscou como resultados com relação a esse recurso é a apropriação de conceitos matemáticos trabalhados no livro (pequeno, grande, embaixo, em cima, do lado, etc.) e de outros que poderão ser trazidos ao longo da história. Vendo a ilustração, as crianças terão um exemplo empírico daquele conceito que acabaram de ouvir e poderão fazer assimilação, se apropriando desse conceito no seu dia-a-dia.
Jogo: ”Bingo Animal”

Este jogo foi idealizado e apresentado na disciplina de Didática do Ensino Fundamental A, sob a orientação da professora Ana Paula Bolfe, no 5º período de Pedagogia. Ele foi desenvolvido em conjunto com mais uma aluna do curso.
O jogo tem a finalidade de fazer com que as crianças que estão em fase de alfabetização, entendam e identifiquem o som da letra inicial de uma palavra. Assim como no bingo clássico, ganha quem primeiro preencher toda a tabela, nesse jogo também é assim. Porém, há a possibilidade de todos ganharem: é só a professora sortear todas as imagens. O número de participantes deverá ser de no mínimo 3 e no máximo 31, sendo que toda rodada terá um instrutor que sorteará os animais.
O instrutor deverá entregar para cada jogador uma cartela do bingo e já encaixada a esta cartela, a outra com 6 letras diferentes. Depois ele tirará do saco uma imagem de um animal e falará seu nome. Os participantes deverão tentar identificar qual é a letra inicial do animal sorteado e verificar se a mesma tem em sua cartela. Havendo a letra, ela deverá escrever o nome do animal dentro do quadrado que correspondente a letra inicial do nome do animal sorteado.
O instrutor deverá dará um tempo para a criança escrever, e depois sorteará o próximo animal. Quando um participante escrever em todos os seus quadrados, deverá gritar “bingo” e o instrutor deverá conferir juntamente com a criança se todas as letras que ela marcou foram realmente sorteadas. Conferido e estando tudo correto, teremos o primeiro ganhador do jogo.
Observação: antes do inicio da partida o instrutor poderá combinar com os participantes como será o critério para ver quem é o ganhador, isto é, se terá mais de um ganhador na mesma rodada, ou se deverá iniciar o jogo novamente.
História em Quadrinhos: “A turma do Bob Esponja em: fracionando”
A HQ foi elaborada para a disciplina de Matemática B, sob a orientação da professora Dora Megid, no 6º período, o qual estou cursando. Ele também foi elaborado em dupla.
Primeiramente, se optou por fazer uma história em quadrinhos porque ela pode servir como entretenimento, transmitindo assim, um humor e ainda abordando conteúdos científicos e ganhando um espaço na área acadêmica, pois pode ser usada como um instrumento de ensino.
Pensando nisso, o tema que instigou a elaboração da história em quadrinhos foi “fração”, pois o que normalmente se vê quando se ensina tal conteúdo são as famosas “pizzas” para os alunos dividi-las em partes iguais. No entanto, essa forma pode não ser muito adequada a um aluno que está começando aprender fração. Portanto, o que se objetivou com esse recurso é que os alunos pudessem ter um exemplo real de como ele pode se utilizar desse conteúdo matemático no seu dia-a-dia.
A história fala de uma festa de aniversário com a turma do Bob Esponja. A princípio eles dividem o bolo de aniversário, que é retangular, em seis partes iguais, pois eles estão em seis pessoas. Mas com a chegada de mais dois convidados, eles têm um problema: arrumar uma forma de dividir o bolo – que já está dividido em seis – de modo que todos os convidados pudessem ter o direito de comer quantidades iguais do bolo.
Vale ressaltar que os personagens foram inspirados no desenho animado da empresa Nickelodeon, criado por Stephen Hillenburg, no qual o personagem principal é uma espoja marinha, conhecido por Bob Esponja. A ilustração desse recurso baseou-se nesse desenho animado, pois ele é um desenho mais voltado para o público infanto-juvenil, que é o público alvo do nosso recurso. Tentamos assim, trazer, personagens que fizessem parte da sua infância.
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